“O divórcio é como a morte para uma criança” - Erica Komisar

CChris Williamson
Mental HealthParentingMarriage

Transcript

00:00:00- Você fala do divórcio como algo que as crianças
00:00:03vivenciam quase como uma morte na família.
00:00:06O que está sendo perdido psicologicamente?
00:00:08- Então, quando temos, novamente,
00:00:14outra coisa politicamente incorreta
00:00:15ou talvez politicamente correta a se dizer,
00:00:17é melhor ter dois pais.
00:00:20É melhor ter pai e mãe
00:00:22porque eles cumprem funções diferentes.
00:00:24Mas, como dizem no Reino Unido,
00:00:27é melhor ter um herdeiro e um reserva, certo?
00:00:29Então a ideia de ter dois pais significa
00:00:31que, se você perder um, tem o outro.
00:00:33Mas o conceito é: quando se tem uma família nuclear,
00:00:37quando se tem pai e mãe,
00:00:39você vive sob a ilusão de que é um ninho seguro,
00:00:42de que é um ambiente estável e seguro para crescer.
00:00:46E essa estabilidade lhe proporciona
00:00:49a segurança emocional de que você precisa
00:00:50para se desenvolver de forma saudável.
00:00:53Quando esse senso, essa ilusão...
00:00:55sabe, existe uma ilusão
00:00:57porque não há permanência na vida, certo?
00:00:59Digo, seus pais poderiam morrer.
00:01:01Eles poderiam ficar doentes.
00:01:02Poderiam, sabe, ser atropelados por um ônibus.
00:01:05Sabe, quero dizer, não há permanência,
00:01:06mas nascemos com uma espécie de necessidade
00:01:08dessa ilusão de permanência.
00:01:10E, de fato, pessoas com defesas muito saudáveis,
00:01:13inclusive eu, com tudo o que acontece no mundo,
00:01:16como você sabe, o que poderia ser enlouquecedor,
00:01:20minhas defesas me ajudam a não ficar obcecada
00:01:24ou focada nisso porque consigo manter o otimismo;
00:01:27minha resiliência me permite lidar
00:01:30com a adversidade do mundo.
00:01:32É como ter amortecedores, entende?
00:01:35E é esse senso de estabilidade e permanência.
00:01:40Quando você se divorcia, essa permanência é...
00:01:44as crianças são desiludidas antes de estarem prontas.
00:01:49Eu sempre digo que toda criança nasce
00:01:52com a necessidade de sentir onipotência nos pais.
00:01:56Elas precisam acreditar que os pais são perfeitos.
00:01:59Que eles podem fazer qualquer coisa.
00:02:00Que eles vão protegê-las.
00:02:02Eles são... sim, e eu sempre conto esta história.
00:02:06Meu marido, quando era um garotinho,
00:02:08o pai dele sempre dirigia, era mais tradicional.
00:02:10A mãe nunca dirigia quando o pai estava no carro.
00:02:12E ele sentava no banco de trás e dizia:
00:02:15"Eu sempre senti que meu pai conhecia cada estrada
00:02:18"em cada mapa de todo o mundo."
00:02:22A infância é isso,
00:02:24é um sentimento de se sentir protegido
00:02:26e como se seus pais fossem figuras
00:02:28maiores do que a própria vida.
00:02:31Quando eles se divorciam, você vê as imperfeições deles
00:02:34e começa a vê-los como humanos antes da hora,
00:02:37mas também a impermanência dos relacionamentos
00:02:39e a falta de confiança, entende?
00:02:42Então você não confia mais necessariamente
00:02:45na permanência dessas conexões,
00:02:47dessas conexões românticas.
00:02:48Então, sabe, muitos filhos de divorciados têm dificuldade
00:02:55em confiar na permanência do casamento
00:02:57e de conexões mais tarde, nem todos.
00:03:01A razão pela qual escrevi este livro é: como ajudá-los?
00:03:06A forma como você fala com eles, como se tratam,
00:03:09como se importam um com o outro como casal divorciado,
00:03:12a forma como trabalham juntos e colaboram,
00:03:14cooperam e se comunicam?
00:03:16Isso é o que vai determinar, sabe,
00:03:19que você pode colocá-los em primeiro lugar e sacrificar
00:03:23seus desejos e carências por justiça.
00:03:26Tudo isso vai ditar se essa criança,
00:03:29no futuro, verá os relacionamentos como confiáveis.
00:03:34- Não é loucura a ideia de que a justiça
00:03:38precisa ser deixada de lado?
00:03:40Que há algo injusto para os pais
00:03:42que é adaptativo para a criança, que é bom para ela,
00:03:44que é bom para a sua criação.
00:03:46Acho que muitas crianças se culpam
00:03:49pelo divórcio dos pais.
00:03:51Por que você acha que esse é um padrão tão comum?
00:03:53- É pensamento mágico.
00:03:54Crianças que são muito novas...
00:03:57há um comercial ótimo na televisão,
00:04:00um garotinho está fantasiado de Darth Vader
00:04:03e ele tem um cajado ou como quer que se chame, sabre de luz.
00:04:08- Um maldito cajado.
00:04:10- É. (risos)
00:04:12Um sabre de luz.
00:04:14- Darth Vader dizendo: "Expelliarmus".
00:04:15(risos)
00:04:17- Um sabre de luz.
00:04:18E ele o aponta para o carro,
00:04:20o carro da família, e o pai está atrás
00:04:24com o controle remoto e o pai o aperta.
00:04:28E o garotinho pensa: "Meu Deus,
00:04:30"eu o desliguei com meu sabre de luz".
00:04:33Isso é pensamento mágico.
00:04:34O pensamento mágico é algo que as crianças têm
00:04:37quando são bem pequenas e depois superam,
00:04:39que é a crença de que elas são
00:04:40o centro do universo.
00:04:42É uma coisa boa.
00:04:43Nascemos... se nossos pais focarem em nós
00:04:47como se fôssemos o centro do universo,
00:04:52então acreditamos que somos o centro do universo,
00:04:54e isso nos dá uma sensação de firmeza,
00:04:57estabilidade e segurança para nos desenvolvermos.
00:05:00Nós superamos o pensamento mágico onde sentimos
00:05:03que temos controle sobre tudo,
00:05:05mas isso nos ajuda a nos sentirmos seguros quando pequenos.
00:05:08Então, se algo ruim acontece com nossos pais
00:05:12quando estamos zangados com eles,
00:05:13tipo, se seu pai ou sua mãe sofre um acidente de carro
00:05:16e morre, digamos, quando você está com muita raiva
00:05:20porque eles não te deram aquele brinquedo,
00:05:22ou quando você tem fantasias e pensamentos terríveis
00:05:25de que gostaria que eles morressem...
00:05:27que não são tão terríveis, são apenas fantasias...
00:05:30e esse pai realmente morre,
00:05:32a criança se sente responsável por aquela morte.
00:05:34Isso é pensamento mágico.
00:05:36Basicamente, elas acreditam que controlam o que as cerca.
00:05:40Então é muito comum que as crianças acreditem
00:05:43serem as responsáveis pela separação dos pais.
00:05:46E essa é uma das coisas no livro que eu abordo.
00:05:48que eu falo.
00:05:49Como você fala com as crianças
00:05:50para livrá-las dessas ilusões,
00:05:54de que elas não são responsáveis,
00:05:56de que você sempre as amará?
00:05:59Porque, novamente, essa destruição do senso de permanência
00:06:04em um relacionamento e essa quebra de confiança,
00:06:07as crianças podem facilmente entender a separação dos pais
00:06:11como algo que os pais poderiam fazer
00:06:12se os pais podem deixar um ao outro,
00:06:15então eles não podem deixá-las também?
00:06:18E então há muitas coisas que os pais precisam considerar
00:06:21quando falam com seus filhos.
00:06:23E existe uma maneira de falar com as crianças sobre um divórcio.
00:06:26- Existe um sentimento também,
00:06:28como muitas feridas de apego da primeira infância
00:06:30são repetidas em relacionamentos adultos,
00:06:33de que se eu puder me redimir nesta situação,
00:06:36eu consertarei a ferida que existia antes,
00:06:38aquele tipo clássico de ciclo?
00:06:39Existe algo semelhante a isso acontecendo
00:06:41com o pensamento mágico das crianças,
00:06:44de que “se eu causei, eu posso consertar”?
00:06:47Esta frase que escrevi em um ensaio há algumas semanas,
00:06:50que era: se, quando criança, você é ensinado
00:06:54que precisa se esforçar para ser amado,
00:06:56se você não se sente amado, apenas precisa se esforçar mais.
00:07:00E meio que parece um pouco semelhante a isso.
00:07:03- Sim, com certeza.
00:07:04Digo, novamente, acho muito importante, vou dizer isto,
00:07:08que se você estiver passando por um divórcio,
00:07:11que você obtenha apoio.
00:07:13E eu não serei um daqueles terapeutas
00:07:15que dizem: “Todo mundo precisa de terapia”.
00:07:17Nem todo mundo precisa de terapia, mas muita gente precisa,
00:07:20particularmente se estiverem passando por transições de vida
00:07:23ou traumas ou, você sabe.
00:07:26E se você pensar que o divórcio é um trauma para todos,
00:07:29para os pais, para os filhos.
00:07:31E então os pais precisam de apoio.
00:07:34Uma das principais razões pelas quais precisam de apoio
00:07:36é para que não descarreguem tudo em seus filhos.
00:07:38Porque é muito comum que os pais
00:07:40compartilhem demais sua dor com os filhos.
00:07:43Que descarreguem tudo em cima deles.
00:07:45- Tratando a criança, a criança da separação,
00:07:48como o terapeuta da separação.
00:07:52- Sim, e também apenas como um recipiente para despejar neles
00:07:56sobre, você sabe, compartilhar demais sobre sua solidão
00:08:00ou sua dor ou suas vidas sexuais ou...
00:08:05Então, basicamente, os pais precisam de terapia para criar os filhos
00:08:10sem sobrecarregar essas crianças.
00:08:13As crianças precisam de terapia porque nem sempre podem ir
00:08:17até seus pais e dizer o que estão sentindo
00:08:19e pensando, porque podem se sentir desconfortáveis.
00:08:22E então elas precisam de um espaço seguro que não seja nenhum dos pais
00:08:27para levar seus sentimentos.
00:08:30Isso não significa que os pais também não sejam espaços seguros,
00:08:33mas as crianças precisam ter terapia para garantir
00:08:37que você esteja abordando esses conflitos
00:08:38e esses traumas logo no início.
00:08:40Para que, como você diz, elas não os carreguem para a adolescência
00:08:43e o início da vida adulta e a fase adulta.
00:08:45- Quais são os estágios típicos pelos quais as crianças passam
00:08:47emocionalmente durante um divórcio?
00:08:49- São os mesmos estágios de qualquer processo de luto.
00:08:53Pense nisso como pesar.
00:08:55Elas passam pelo mesmo Kübler-Ross.
00:08:57Como dizemos, pesar é pesar, luto é luto.
00:09:01É uma morte e, então, quando alguém morre,
00:09:03você passa pela descrença e passa pela tristeza
00:09:07e passa pela raiva
00:09:09e passa pela aceitação.
00:09:11E o problema é se seu filho fica estagnado
00:09:15ou se você, como pai ou mãe, como adulto,
00:09:18enquanto passa por um divórcio, fica estagnado.
00:09:20Já tive pacientes que ficaram estagnados por uma década no luto,
00:09:25ou seja, ficam presos na raiva
00:09:27ou ficam presos na tristeza e no desespero,
00:09:31onde não conseguem... você deve atravessar o luto.
00:09:34Eu sou judeu, então dizemos, sabe, o luto dura um ano.
00:09:37Sabe, a partir do momento em que alguém morre,
00:09:41nós não revelamos a lápide.
00:09:43Não tiramos o pano da pedra.
00:09:44Na verdade, não colocamos a pedra por um ano.
00:09:47Então é um ano, mas temos um ano
00:09:50para passar pelo processo, certo?
00:09:52Mas então devemos revelar a pedra
00:09:54e seguir em frente com a vida.
00:09:56O que está acontecendo é que as pessoas estão se apegando.
00:09:59Elas estão ficando presas,
00:10:00quase como um arranhão em um disco de vinil antigo.
00:10:02Elas estão ficando presas em certos estágios
00:10:05do processo de pesar e luto.
00:10:07E elas ficarão presas na depressão
00:10:10ou na descrença ou na raiva,
00:10:12mas muitos não chegam ao estágio de aceitação.
00:10:15E as crianças também não estão chegando ao estágio de aceitação.
00:10:18Elas estão ficando meio presas
00:10:19em um estágio do luto ou em outro.
00:10:22- Antes de continuarmos, como você provavelmente sabe,
00:10:24não sou um grande bebedor, pelo menos não mais.
00:10:26Mas mesmo que você também não esteja bebendo,
00:10:29às vezes você só quer algo gelado, refrescante e saboroso
00:10:32sem o medo de uma ressaca no dia seguinte,
00:10:34e é por isso que sou um grande fã da Athletic Brewing Co.
00:10:37Muito obrigado.
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Key Takeaway

O divórcio é vivenciado pelas crianças como uma morte na família, exigindo que os pais sacrifiquem seus desejos individuais por justiça para preservar a confiança dos filhos em relacionamentos futuros.

Highlights

A família nuclear funciona como um ninho seguro que fornece a ilusão de permanência necessária para o desenvolvimento emocional saudável da criança.

O divórcio desilude as crianças precocemente, forçando-as a enxergar as imperfeições e a humanidade dos pais antes de estarem psicologicamente preparadas.

O pensamento mágico faz com que crianças pequenas se sintam o centro do universo e, consequentemente, responsáveis pela separação dos pais.

Filhos de pais divorciados frequentemente enfrentam dificuldades em confiar na estabilidade de conexões românticas e casamentos na vida adulta.

O processo emocional de um divórcio segue os estágios de luto de Kübler-Ross: descrença, tristeza, raiva e, idealmente, aceitação.

Pais em processo de separação devem buscar terapia para evitar o compartilhamento excessivo de dores, solidão ou detalhes da vida sexual com os filhos.

Timeline

A perda da ilusão de permanência

  • A presença de pai e mãe em uma família nuclear cria um ambiente de estabilidade emocional essencial.
  • A sensação de segurança infantil depende da crença em um ninho protegido e permanente.
  • O divórcio rompe essa estabilidade e expõe a criança à impermanência da vida de forma prematura.

A estrutura familiar com dois pais oferece funções diferentes que se complementam, funcionando como um suporte reserva em caso de perda. Essa configuração alimenta a necessidade inata do ser humano por uma ilusão de segurança constante contra as adversidades do mundo. Quando essa estrutura se dissolve, a criança perde os amortecedores emocionais que permitem lidar com o otimismo e a resiliência.

A quebra da onipotência parental

  • Toda criança nasce com a necessidade de acreditar que seus pais são figuras perfeitas e onipotentes.
  • A separação revela as falhas humanas dos pais antes que a criança tenha maturidade para processá-las.
  • A colaboração e o sacrifício dos pais após o divórcio determinam se o filho confiará em futuros relacionamentos.

A infância é caracterizada pelo sentimento de proteção sob figuras que parecem maiores que a própria vida, como a percepção de que um pai conhece todas as estradas de todos os mapas. O divórcio destrói essa imagem, introduzindo a falta de confiança na perenidade das conexões românticas. A recuperação dessa confiança depende estritamente de como o casal divorciado se comunica e coloca o bem-estar da criança acima da busca por justiça pessoal.

O pensamento mágico e a culpa infantil

  • Crianças pequenas operam sob o pensamento mágico, acreditando que suas ações e desejos controlam o ambiente ao redor.
  • A crença de ser o centro do universo faz com que a criança se sinta a causa direta da separação dos pais.
  • O esforço excessivo para ser amado na infância gera ciclos de tentativa de redenção em relacionamentos adultos.

O pensamento mágico é ilustrado pela criança que acredita ter desligado um carro com um sabre de luz de brinquedo apenas porque o pai acionou o controle remoto no mesmo instante. Se um divórcio ocorre quando a criança sente raiva dos pais, ela assume a responsabilidade pela ruptura, similar ao sentimento de culpa por uma morte acidental. É necessário um diálogo específico para desconstruir essa ilusão e reafirmar que o amor parental permanece inalterado.

Terapia e suporte no trauma do divórcio

  • O divórcio é um trauma que afeta simultaneamente pais e filhos, exigindo suporte externo para ambos.
  • Pais utilizam frequentemente os filhos como recipientes para descarregar solidão e detalhes íntimos inadequados.
  • A terapia oferece à criança um espaço seguro para expressar sentimentos que ela teme compartilhar com os pais.

O apoio profissional impede que a criança seja sobrecarregada com o papel de terapeuta da separação, lidando com problemas que não pertencem à sua faixa etária. Sem esse espaço neutro, conflitos e feridas de apego podem ser carregados para a adolescência e vida adulta. A intervenção precoce garante que o trauma seja abordado antes de se tornar uma característica permanente da personalidade.

Os estágios do luto e a estagnação emocional

  • O divórcio desencadeia o mesmo processo de luto de uma morte real, seguindo a escala Kübler-Ross.
  • A estagnação prolongada na raiva ou na tristeza impede a evolução para a aceitação da nova realidade.
  • O ciclo saudável de luto deve durar cerca de um ano antes da retomada plena da vida.

Muitas pessoas, tanto adultos quanto crianças, ficam presas em estágios específicos do luto, como um disco riscado que repete a mesma falha. A tradição judaica de não colocar a lápide por um ano exemplifica o tempo necessário para atravessar a dor. No divórcio, a incapacidade de chegar ao estágio de aceitação mantém a família em um estado de sofrimento crônico e paralisia emocional.

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