Cérebros vs Mãos: Como Executar Agentes de IA com Segurança em Produção — Viren Baraiya

Original · Brains vs Hands: How to Run AI Agents Safely in Production — Viren Baraiya

16:503 min readAI Engineer10/08/2026Computing/Software · Internet Technology

Key Takeaway

Para rodar agentes de IA em produção com segurança, o LLM não determinístico deve atuar apenas como o cérebro que planeja as tarefas, deixando a execução e o controle de estado para um arcabouço determinístico e durável.

Highlights

  • A infraestrutura de execução de agentes de IA em produção deve ser tratada como uma aplicação completa e não como um simples componente ou chatbot.

  • A responsabilidade central de um LLM não determinístico é planejar as ações, enquanto a execução real das tarefas cabe a um arcabouço determinístico.

  • Fluxos de trabalho agênticos funcionam como sagas vinculadas tardiamente, onde o agente propõe e monta as ferramentas e tarefas finitas em tempo de execução.

  • O arcabouço de execução precisa garantir idempotência e registrar efeitos colaterais inevitáveis.

  • Operações críticas, como a reinicialização de clusters em produção, exigem portões de aprovação humana determinísticos em vez de decisões autônomas do LLM.

Timeline

  1. A evolução dos agentes de IA além dos chatbots

    Casos de uso em produção ultrapassam a simples interface de bate-papo. Agentes monitoram logs em tempo real por meio de ferramentas como OpenTelemetry, reagem a alertas do sistema e cooperam em arquiteturas multiagentes. O isolamento de responsabilidades entre agentes evita que uma única entidade execute tarefas excessivas, minimizando a ocorrência de alucinações.

    • Os exemplos iniciais de agentes focavam em chatbots e chamadas simples de ferramentas.
    • Sistemas agênticos modernos operam como trabalhadores em segundo plano, executados por agendamento ou orientados a eventos.
    • Sistemas multiagentes reduzem alucinações ao dividir tarefas complexas entre múltiplos agentes com responsabilidades específicas.
  2. A arquitetura de aplicação e os arcabouços agênticos

    Assim como microsserviços seguem o princípio de responsabilidade única e interagem via orquestração, os arcabouços (harnesses) conectam agentes a bancos de dados, APIs e intervenções humanas. Processos determinísticos — como fluxos de pagamento ou reinicializações de clusters — precisam ser rigidamente protegidos contra o comportamento probabilístico do LLM. O arcabouço precisa sustentar a execução por períodos que variam de segundos a meses, suportando interrupções no ambiente de nuvem.

    • Um agente isolado não resolve problemas complexos; o arcabouço é a aplicação real.
    • Arcabouços combinam etapas determinísticas da infraestrutura com o raciocínio não determinístico do LLM.
    • Processos de longa duração exigem durabilidade como requisito básico para tolerar falhas de rede e reinicializações de infraestrutura.
  3. Separação de responsabilidades: Cérebro vs Mãos

    O arcabouço mantém o estado do sistema, registrando quais tarefas e efeitos colaterais foram concluídos. Quando uma ação crítica é necessária, como reiniciar um cluster de produção, o arcabouço intercepta a intenção e exige autorização humana via Slack, impedindo que alucinações acionem comandos destrutivos. Essa estrutura equivale aos padrões tradicionais de saga, mas com os ramos de execução montados dinamicamente com base nas ferramentas disponíveis.

    • O agente (cérebro) é responsável pelo planejamento, enquanto o arcabouço (mãos) é responsável pela execução.
    • Validações e aprovações humanas em operações de risco devem ser geridas por código determinístico.
    • Arcabouços agênticos operam como sagas vinculadas tardiamente criadas dinamicamente em tempo de execução.
  4. Demonstração prática de remediação SRE autônoma

    Uma demonstração prática ilustra um agente de SRE analisando logs de erro, consultando métricas e gerando uma sequência de etapas para reverter uma implantação. O plano do agente é compilado e executado através do Conductor. Na segunda iteração do loop de remediação, o arcabouço identifica que a reversão já foi realizada com sucesso, impedindo a execução duplicada e prosseguindo para as verificações finais do sistema.

    • Um agente SRE propõe uma sequência de etapas de remediação que é compilada em um fluxo de trabalho executável.
    • O motor de fluxo de trabalho garante que ações concluídas em uma iteração anterior não sejam repetidas desnecessariamente.
    • Plataformas de orquestração de código aberto como o Conductor suportam o gerenciamento de ciclos de vida agênticos.

Description

Let the model decide what should happen next. Never let it improvise how a production cluster gets restarted. Viren Baraiya, co-founder and CTO of Orkes and the original creator of Netflix Conductor, explains how to run agents in production. Real agents aren't just chatbots: they run on schedules, react to events, coordinate other agents and can run for months, so the harness around them starts to look like an application, much like a set of microservices. His key idea is a clean split between the brain and the hands. The LLM plans what should happen next; a deterministic, durable harness does the actual work, with approval gates, idempotent steps and recorded side effects. He frames agent harnesses as late-bound sagas, workflows the agent assembles at runtime, and demos an SRE agent whose plan is compiled into a Conductor workflow, executed, checked and re-planned over two loops. In this talk: • Background, scheduled, event-driven and long-running agents • Why the harness is the application, mixing deterministic and non-deterministic parts • The brain and the hands: the LLM plans, the harness executes • Demo: an SRE agent's plan compiled into a durable workflow SPEAKER Viren Baraiya, Co-founder & CTO, Orkes X: https://x.com/virenbaraiya LINKS Orkes: https://orkes.io Orkes on X: https://x.com/orkesio CHAPTERS 0:00 Intro 0:47 Who runs agents in production? 1:12 Beyond the hello-world agent 1:52 Background, scheduled and event-driven agents 2:27 Coordinators and multi-agent systems 3:02 Agents are applications, not components 3:12 Lessons from microservices 4:22 The harness is the application 5:02 Deterministic and non-deterministic parts 6:02 Harnesses run for seconds or months 6:41 Durability is table stakes 7:26 How the loop works 8:21 The agent plans, the harness executes 9:21 Human approval gates 9:41 Idempotency and side effects 9:56 The brain and the hands 10:21 Agent harnesses as late-bound sagas 11:21 Every possible branch 11:51 Demo: an SRE agent 13:31 Compiling the plan into a workflow 14:16 Demo: the second loop 15:56 Conductor, open source Recorded at the AI Engineer World's Fair 2026 in San Francisco. Subscribe for more talks from the engineers building with AI. AI Engineer: https://ai.engineer YouTube: https://www.youtube.com/@aiDotEngineer X: https://x.com/aiDotEngineer LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/aidotengineer/ #AIAgents #WorkflowOrchestration #AIEngineer

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